Catering e Eventos para Restaurantes
Existe um "iFood do Catering" rodando nos EUA — E isso prova que Catering não é modinha
Tem uma plataforma nos Estados Unidos chamada ezCater que faz pelo catering o que o iFood fez pelo delivery: conecta quem quer comprar comida para um evento ou reunião com o restaurante que vai entregar. Fundada em 2007, hoje reúne mais de 125 mil restaurantes e prestadores de catering em todo o país — de redes nacionais como Five Guys e Mission BBQ até operações independentes que descobriram, numa virada de chave, uma fonte de receita que não dependia mais só do salão ou do delivery comum.
O número que interessa de verdade: segundo dados divulgados pela própria plataforma no início de 2026, 91% das empresas compradoras de catering planejam manter ou aumentar o investimento em comida para os funcionários este ano. E quase todas elas — 96% — testaram um restaurante novo através de um pedido de catering em 2025. Mais da metade voltou a pedir do mesmo restaurante depois, por conta própria, fora do ambiente de trabalho.
Catering não é receita extra. É porta de entrada de cliente novo. O mercado americano já provou isso com dinheiro de empresa grande — não com promessa de agência.
O Detalhe que faz Restaurante local ganhar tanto quanto rede grande
Ainda segundo os dados da plataforma, cardápios de catering com fotos, opções para diferentes restrições alimentares e opção de embalagem individual recebem o dobro de pedidos dos cardápios genéricos.
Ou seja: quem fatura com catering não é definido pelo tamanho do restaurante. É definido pela estrutura por trás do pedido — cardápio pensado pra esse formato, embalagem que resolve, comunicação que faz o cliente confiar antes mesmo de provar a comida. Isso qualquer restaurante pode construir, do food truck à rede com dez unidades.
E no Brasil?
Aqui ainda não existe uma plataforma do tamanho da ezCater dedicada só a catering — mas a demanda já está na rua, só não tem nome ainda. É a empresa que pede marmita pra reunião. É o aniversário que vira pedido de última hora no WhatsApp. É a confraternização de fim de ano que cai no colo do restaurante que já é de confiança do cliente.
A diferença entre captar essa demanda com previsibilidade ou continuar respondendo no improviso é estrutura — exatamente o que falta na maioria dos restaurantes hoje.
Quem monta a estrutura primeiro fica com o cliente
O mercado americano só confirmou o que já era óbvio pra quem opera restaurante: catering é linha de receita, não bico. Quem fica esperando a demanda "ficar madura" para agir já está atrasado — porque quem estrutura primeiro é quem fica com o cliente fiel. Quem corre atrás depois compete só por preço.
A Contágio ajuda a estruturar essa linha do zero: cardápio estratégico, embalagem certa e comunicação que faz o cliente voltar a pedir. Fala com a gente antes do seu concorrente sair na frente.